Linguagem não-verbal

Os pequenos grandes detalhes da linguagem não verbal

Você já pensou na importância que tem o seu aperto de mão, ou o seu sorriso ou a forma como você se senta, na lembrança que você deixa nas pessoas?

 

Na sequência do artigo do Paulo Silvestre sobre o cumprimento do Maluf, escrevi um post sobre como um aperto de mão transmite confiança, ou não, e deixa a primeira impressão sobre você. Bombou, gente! Muitas pessoas se mostraram interessadas em ter mais orientações sobre os comportamentos não-verbais, aqueles que falam da gente, quase sem que a gente perceba.

 

A linguagem não-verbal inclui também os detalhes da nossa voz como timbre, entonação, etc. mas, nesse artigo só irei abordar a linguagem corporal. Aquilo que o nosso corpo fala e, às vezes, nem nos damos conta. Eu, por exemplo, sou muito expressiva. Sabe aquelas pessoas que você olha e já sabe o que ela está sentindo ou pensando naquele momento? Haja treino para segurar aquela virada do olhar quando estão tentando me enrolar! Mas a gente precisa viver bem com a gente e com os outros, certo? Então temos que praticar para que nossas reações estejam de acordo com o que queremos que seja percebido a nosso respeito.

 

Vamos ver?

 

Antes de falar dos pontos a considerar, principalmente nas relações profissionais, quero deixar com vocês um TED bem famoso com a psicóloga de Harvard Amy Cuddy. Ela explica como podemos nos sentir mais poderosos e aumentar nossa confiança, a partir de rápidos exercícios de postura.

 

A Amy começou a estudar a linguagem corporal e sua influência no emocional a partir do próprio sentimento de insegurança dela. Ela se sentia uma impostora – a Síndrome do Impostor (pode ser assunto para outro artigo) – ao estar ocupando posições importantes na Universidade, depois de ter ouvido de muita gente, em anos anteriores, que não tinha a capacidade para chegar até lá.

 

 

Embora seus estudos tenham sido severamente questionados, inclusive pelos métodos utilizados, e acusados de erros básicos, o mundo inteiro aprova as conclusões apresentadas na palestra. Este TED é o segundo mais assistido da história, logo muitos o recomendam. Esteja cientificamente provado ou não, o certo é que praticar poses de poder, por dois minutos antes de situações de estresse, parece provocar um aumento da nossa autoconfiança, mesmo que seja pela força do nosso próprio pensamento positivo. 😉

 

Mas por que a linguagem corporal é tão importante?

 

Porque é um reflexo de nossas emoções, sendo criado por impulsos elétricos enviados pelo sistema límbico ao corpo. Suas representações são universais, sendo interpretadas por aqueles com quem interagimos, de forma intuitiva na maioria das vezes, ou porque aprendemos aquele significado pela vida afora. Lembra que sempre escutamos que uma pessoa que cruza os braços na frente do peito está em posição de defesa ou fechada a receber qualquer coisa? E quem não olha nos olhos dos outros é alguém em quem não devemos confiar?

 

Estudos sugerem que, não importando nossa cultura, expressamos nossas emoções praticamente da mesma forma que qualquer outro ser humano, mesmo que ele tenha nascido e vivido do outro lado do mundo. As poses, o gestual e as expressões faciais que apresentamos, de forma involuntária, para demonstrar felicidade, raiva, medo, surpresa, nojo, desprezo e tristeza são as mesmas ao redor do globo.

 

Charles Darwin foi o primeiro que se tem notícia a investigar a linguagem não-verbal, incluindo as micro-expressões faciais. Paul Ekman, psicólogo americano foi o que mais estudou este assunto desde os meados do século passado, tendo seus estudos e pesquisas apoiados pelo Instituto Nacional de Saúde Mental, maior organização mundial de pesquisa nesse campo, por mais de 40 anos. Ou seja, o assunto é sério.

 

Porém, um alerta: tenha em mente que a linguagem corporal deve ser observada como um todo e não interpretada por um determinado gesto de forma isolada. Por exemplo, se a pessoa está atenta ao que você fala e mostra uma expressão receptiva, pode ser que os braços cruzados sejam apenas uma posição confortável para ela e não significa que ela não esteja aberta ao que você lhe dirá. Por outro lado, em uma situação que estamos recebendo um feedback negativo, devemos evitar cruzar os braços pois é bom mostrar nosso interesse em recebê-lo para o nosso próprio desenvolvimento, me entende?

 

Então vamos a algumas recomendações para as quais vale a pena estar atento:

 

Entrada nos ambientes

 

Mesmo que não esteja muito confiante em alguma situação, a sua postura pode ajudá-lo a não parecer inseguro, e esse é o treino que você deve fazer. Sempre entre em qualquer lugar, seja um evento ou uma reunião, de cabeça erguida, peito aberto e um leve sorriso, e mantenha essa postura transmitindo segurança, mesmo que não a sinta. Aos poucos, você se ficará mais à vontade e as pessoas o perceberão mais confiante. Veja como mesmo a mais sutil diferença pode ser percebida nas fotos abaixo.

 

O rosto e os ombros levemente mais altos e um esboço de sorriso fazem com o que o rapaz “A” pareça mais simpático, disposto e satisfeito que o rapaz “B”.

 

Sorriso

 

Sorria sempre que for possível. Aproveitando a mesma foto acima, veja que mesmo um sorriso econômico predispõe a uma interpretação mais amigável que uma expressão fechada ou triste. Nas situações em que estamos tratando com situações graves, onde o sorriso não cabe, manter a expressão relaxada, ajuda a transmitir equilíbrio ao grupo.

 

Contato Visual

 

Importantíssimo para despertar a confiança, também não deve passar do ponto para não se virar contra nós. Quando exageramos, acabamos “encarando” e fazemos o outro se sentir desconfortável. Uma boa prática no mundo profissional é passear o nosso olhar por 2 segundos nos olhos, no centro da testa e no nariz do interlocutor. Evite olhar a boca, pois denota intimidade.

 

Aperto de Mão

 

Como falado no post, um aperto de mão transmite confiança quando é firme na medida certa. A melhor maneira de fazê-lo é levar seu braço a frente, semi-esticado, com a mão na posição perpendicular ao chão, deixando que as mãos se “abracem” naturalmente e fazendo contato visual com a outra pessoa.

Gestual

 

Procure manter sempre a atitude positiva e aberta, braços relaxados, ligeira inclinação do corpo em direção ao seu interlocutor, mãos abertas, palmas à mostra. Todos esses gestos indicam confiança, interesse e receptividade ao outro.

 

Postura ao sentar

 

Cuidado com as poltronas que afundam e a forma de cruzar as pernas. Mantenha a sua postura ereta e atenta sempre.

 

Postura ao sentar

Uso do espaço

 

Procure não se aproximar demais das pessoas que você não conhece bem. Varia de cultura a cultura, e nós brasileiros estamos acostumados a chegar bem perto uns dos outros, porém em alguns países é aconselhável manter até 1,20 m de distância, principalmente quando estamos tratando com pessoas de nível hierárquico superior. Como regra geral, mantenha a mesma distância de como se fosse apertar a mão do outro e já é quase seguro que não estará se colocando, ou ao outro, em uma situação incômoda.

 

O assunto é extenso e bastante interessante. Conhecer mais da linguagem não-verbal nos auxilia em nossa comunicação como um todo, portanto, observe-se e observe aos que estão à sua volta. Pratique para mudar o que não lhe pareça tão favorável. É um desenvolvimento e tanto!

 

Se você leu até aqui, gostaria de conversar mais sobre o assunto? Tem outras ideias e experiências para contar? Deixe nos comentários!

 

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Sou Estrategista em Imagem e Marca Pessoal, e o que mais gosto desse trabalho é impulsionar o crescimento das pessoas, contribuindo para que se sintam mais felizes em suas vidas. 

 

Se quiser saber mais, entre em contato comigo.

 

Imagem de capa: rawpixel / 123RF Imagens

 

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