Formigas com expressão de observação

O acionista emocional: ingenuidade, utopia ou caminho?

É com muita alegria que trago Guillem Recolons, um de meus mentores na pós-graduação de Personal Branding, na Universidade de Blanquerna, na Espanha, com um artigo sobre talentos e Employer Branding. Aproveitem! Com vocês, Guillem!

 

Foto de Guillem Recolons, personal brander

 

Há algum tempo, recriei esse conceito de “acionista emocional”, entendido como a copropriedade simbólica de uma marca ou organização.

 

Muitos artigos sobre Employer Branding ou gestão da marca do empregador (atração de talentos) e retenção de talentos passam por minhas mãos. Explico brevemente os dois termos:

 

Retenção de talentos

Homem de gravata atrás das grades

Foto de Elnur em Shutterstock.com

 

Como conceito, parece-me que a “retenção de talentos” obedece literalmente à imagem de um profissional enjaulado em uma empresa. Creio que não requer grandes explicações.

 

No entanto, o conceito de “retenção de talentos” ainda é usado em alto e bom som e poucos se preocupam em explicar que, na realidade, se trata de fidelizar, cativar e não, reter.

 

Atração de talentos

Homem que acaba de pescar um sapato

Foto de Minerva Studio em Shutterstock.com

 

Nesse caso, a gestão da marca do empregador (employer branding), entendida como atração de talentos, nem sempre usa os ganchos certos para isso. O talento pode ser atraído de várias maneiras, mas a pesca não é uma delas.

 

Basicamente, porque não somos peixes nem sapatos, somos pessoas.

 

Também não somos “talentos”.

 

Embora quase todos os dicionários mencionem uma explicação da palavra “talento” como pessoa inteligente, brilhante, o significado principal fala de habilidade, de aptidão para fazer algo bem feito. Portanto, são características humanas, de tal maneira que podemos definir o talento como uma qualidade, e não como a pessoa que o possui.

 

Qual é o ponto então?

Não é sobre talento, é sobre pessoas.

 

Pode parecer superficial deixar tudo isso em uma questão do léxico. Mas não é: no primeiro caso, não falamos em reter talentos, falamos em cativar pessoas, convencê-las, encantá-las, conquistar sua lealdade. No segundo caso, não tratamos de atrair talentos, tratamos de persuadir as pessoas, conquistá-las, incentivá-las a um projeto… Você vê a coincidência?

 

Exatamente! No final, verifica-se que existe um denominador comum entre lealdade e atração de pessoas: é sempre sobre cativar, persuadir, convencer, encantar e, se você me permite, emocionar.

 

O acionista emocional: pessoas satisfeitas convencem pessoas satisfeitas

 

Neste gráfico, mostro os principais motivos que levam um profissional a se sentir “a gosto” na organização ou marca para a qual trabalha:

 

Infográfico: razões para um profissional ficar em uma empresa

 

 

O que me leva a pensar no conceito de acionista emocional, na ideia de me sentir parte da marca, mesmo que eu não a possua. O acionista emocional é o que há de melhor para atrair novos profissionais, pois a primeira coisa que um possível candidato faz quando tem uma oferta de emprego – não vamos esquecer – é investigar como é “a casa” por dentro. E estamos a um clique de comprová-lo facilmente.

 

Ter seu colaborador como acionista emocional, com senso de pertencimento e orgulho da empresa, pode parecer algo ingênuo, utópico, mas também é um caminho que devemos restaurar, se quisermos marcas mais humanas.

 

Original de Guillem Recolons publicado em 15 de julho de 2018.

 

Tradução e adaptação de Deize Andrade em 04 de outubro de 2019.

 

Obrigada por ler o artigo!

 

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Imagem de capa: Ants icon de Alemon cz em Shutterstock.com

 

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