Largar tudo e ir morar na praia, quem nunca?

Largar tudo e ir morar na praia, quem nunca?

Calma! Você pode estar no momento máximo de estresse e achar que largar tudo é a saída, mas não se afobe! Se a situação não é a que você quer, se você estiver infeliz com que está fazendo, ainda há muito para pensar antes de largar tudo de uma hora para outra.

 

O que tanto lhe atormenta? Um chefe, uma política da empresa ou o negócio que não cresce ou vai muito devagar? Quem sabe o trabalho em si não traz a realização esperada. Para ser feliz com o que faz, primeiro você precisa saber o que lhe traria satisfação de verdade. Convido você a refletir um pouco mais sobre isso. Indico também um artigo do Matheus de Souza, que decidiu com sua esposa, a fotógrafa Laís Schulz, que seriam nômades digitais. Ele divide conosco como tem funcionado para eles.

 

Agora, mais com o pé no chão, se você estiver considerando mudar de carreira, ou se já está em transição, esse texto pode lhe trazer algumas ideias e uma visão ampla do que lhe espera.

 

Estudos dizem que os profissionais que hoje têm menos de 30 anos irão passar por pelo menos 5-6 transições durante suas carreiras, devido às mudanças no mundo do trabalho, ao avanço da tecnologia, à busca de propósito. Também se espera que essas mudanças ocorram de forma natural, sem grandes percalços.

 

Largar tudo e ir m orar na praia, quem nunca?

 

No entanto, quem já estiver estabelecido no mercado agora, pode temer deixar o que já é “seguro” para aventurar-se em algo novo. “Seguro” entre aspas, porque sabemos que não existe nada seguro em ter um emprego ou mesmo um empreendimento.

 

Se você já viveu mais de uma década em uma determinada ocupação, o que lhe faria pensar em outro tipo de trabalho, tenha você 30 ou 50 anos?

 

Existem os casos em que uma demissão leva a repensar a vida. Tem aqueles que não encontram sentido no trabalho que fazem. Alguns sentem que o mundo corporativo é cruel e não veem outro horizonte além da empresa onde estão. Outros querem a suposta liberdade do negócio próprio, mas não sabem se têm as competências para empreender. São muitas possibilidades.

 

Nos últimos cinco anos, eu conheci pelo menos uma dúzia de pessoas com mais de 40 anos que mudaram totalmente suas vidas profissionais, eu inclusive! Advogados, técnicos de vários segmentos, dentistas, fisioterapeutas, vendedores, bancários, gente de áreas de atuação bem diferentes.

 

O que tenho visto acontecer com alguns profissionais bem estabelecidos é que, pouco a pouco ou muito de repente, percebem que foram sendo levados pela vida. Chegaram a um ponto de conforto financeiro, mas o que estão fazendo realmente não lhes dá mais prazer. Ou deixaram seus sonhos para trás, ou os sonhos mudaram. O trabalho que têm lhes toma toda a energia e não sobra tempo, nem motivação para correr atrás do que um dia desejaram alcançar.

 

Se você se deu conta que seria mais feliz fazendo alguma outra coisa, ou se chegou ao ponto de pensar em largar tudo, mesmo que seja para morar na praia e viver de renda, o que você precisa cuidar para que dê certo?

 

Ponto 1: você já sabe onde quer chegar?

 

Parece óbvio, mas estar descontente não significa que você sabe o que lhe trará satisfação realmente. Então, comece por aí.

 

Mihály Csíkszentmihályi (dica do próprio: leia como “Me high? Cheeks send me high!”), um dos principais pesquisadores da Psicologia Positiva, desenvolveu o conceito de flow, que é quando somos desafiados de acordo com nossas habilidades e competências. Nem muito mais, pois acabaríamos frustrados, nem muito menos, pois acabaríamos entediados.

 

Estar em flow é estar totalmente envolvido com o que está fazendo, ou seja, você tem responsabilidades alinhadas com seus talentos, com o que você gosta de fazer e faz bem, com o que lhe desafia apropriadamente. (Ainda assim, não esqueça que, mesmo quando nos ocupamos em trabalhos gratificantes, as tarefas rotineiras sempre existirão). O conceito é explicado em mais detalhes pelo próprio Mihály no TED abaixo:

 

 

E então, você já sabe do que gosta? Você sabe que coisas são tão prazerosas de fazer que você nem vê o tempo passar? Explore! Quando tiver isso muito claro, comece a pensar em mudar e a se planejar para chegar lá.

 

Ponto 2: planejamento financeiro

 

Um amigo diz que, para termos uma vida legal, deveríamos viver com 33% do que ganhamos, usar 33% para o desenvolvimento, cultura e lazer e investir 33% para o futuro. Mas nem todos nós conseguimos fazer isso. Então, é essencial que você analise a sua situação a fundo.

 

Seja o que for que você decida fazer, você tem que se planejar e ter um reserva financeira que corresponda a pelo menos um ano do que você ganha hoje. Dois anos seria melhor na minha visão, porém só você pode saber das suas necessidades e objetivos e formar esse colchão de acordo com a vida que tem e a que espera ter.

 

Ponto 3: planejamento psicológico

 

Examine todas as suas opções.O que você tem hoje? Salário, benefícios, cargo importante? Tem tanto vínculo com o que faz que usa o nome da empresa como sobrenome? Quanto lhe custará deixar tudo isso?

 

Se você vai começar algo novo, poderá deixar de ser um sênior e virar um júnior, com muito menos benefícios e reconhecimento. Pode ser um choque. Prepare-se!

 

Seus amigos, seus colegas, sua família a princípio não entenderão, provavelmente lhe criticarão e você precisará estar firme na sua decisão para ir adiante. Volte à reflexão inicial e, se ainda assim você acredita que deve mudar, tenha todos os seus argumentos à mão para responder às tantas perguntas que lhe farão.

 

Ponto 4: planejamento social

 

Nestes momentos de decisão, de dar um novo rumo à sua vida, normalmente não avaliamos o aspecto social. Pensamos na família, nos que dependem de nós, mas não consideramos as outras pessoas do ambiente em que vivemos no momento.

 

Deixar um emprego também significa deixar o contato próximo com muitos colegas que tinham importância no seu dia a dia e talvez até deixar de ter uma equipe. Se você for em busca de uma nova carreira, seu círculo profissional deixará de estar sintonizado com o que você faz.

 

Se for uma mudança que lhe leve a uma nova empresa, talvez você logo se adapte e crie um novo grupo. No entanto, se você sair para uma carreira solo ou para empreender, você se sentirá sozinho em muitos momentos, sejam de decisão ou uma simples operação que você não sabe como fazer e que antigamente você delegava.

 

Como lidar com isso? Ative o seu networking já! Você vai precisar da sua rede de contatos para se manter atualizado, de parcerias para ajudar em situações que você não domina totalmente ou não tenha os recursos. Se não sabe como começar, você encontra boas dicas no artigo da Raquel Rodrigues, especialista em networking.

 

Eu fiz 2 grandes transições na minha carreira e tenho esses 4 pontos como os principais para que tudo dê certo e você seja feliz em sua nova vida.

Se, depois de avaliar tudo isso profundamente, você concluiu que mudar é o caminho para a sua realização, eu lhe desejo coragem e muito apoio de todos que lhe cercam. Dizia Tom Peters em seu livro “O Círculo da Inovação”:

 

Você não deve evitar o caminho para o seu sucesso!

 

Se lhe parece difícil ou complicado para fazer sozinho, procure um profissional de sua confiança, seja um Coach, um Estrategista de Marca Pessoal, um especialista em Gestão de Carreira, um terapeuta, que poderá ajudá-lo a encontrar o caminho para a satisfação pessoal e profissional. Pode até ser “Largar tudo e morar na praia”, mas será feito com consciência e mais probabilidades de ser bem-sucedido.

 

Se você leu até aqui, gostaria de falar mais sobre o assunto? Deixe nos comentários! Vou gostar de expandir a conversa!

 

Obrigada por ler o artigo e, se achar que ele pode ajudar a outras pessoas, por favor, curta e compartilhe em suas redes! 

 

Sou Estrategista em Imagem e Marca Pessoal, e o que mais gosto desse trabalho é impulsionar o crescimento das pessoas, contribuindo para que se sintam mais felizes em suas vidas. 

 

Se quiser saber mais, entre em contato comigo.

 

Direitos autorais da imagem: Divulgação do Blog de Paraty

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