Você pode ir muito mais longe!

Você pode ir muito mais longe!

Algumas vezes na vida, a gente tem a sensação de que parou no caminho, estacionou, e ainda que saiba que pode ir mais longe, não sabe como!

 

Isso já lhe aconteceu ou, quem sabe, está acontecendo agora? Parece que a sua carreira não anda e você não sabe o que fazer?

 

Algumas causas:

 

  • escolhemos a carreira ainda muito jovens, de acordo com parâmetros de sucesso do momento, ou dos nossos pais, ou influenciados por amigos, ou qualquer outra razão que não os nossos próprios valores, habilidades e preferências;
  • aproveitamos alguma oportunidade em uma boa empresa, de acordo com nossa formação e vamos progredindo sem pensar no quanto aquele trabalho nos realiza;
  • ingressamos em alguma atividade que parece interessante e, no correr do tempo, esta deixa de ser gratificante e se torna pesada;
  • estamos em uma organização onde não somos reconhecidos e ainda não encontramos outra posição;
  • você não dá conta de acompanhar as muitas mudanças acontecendo a toda hora.

 

Você pode me contar muitas outras. Aproveite e vamos discutir o assunto nos comentários!

 

Na grande maioria das vezes, a gente entra nessa porque não planejou o caminho. Isso vale principalmente para as gerações nascidas antes dos anos 80, que compõem hoje mais ou menos 33% da população brasileira fora da idade de aposentadoria.

 

Muito cedo, em torno dos 16-18 anos, decidimos a profissão que pensávamos ser a ideal. Em seguida, buscamos trabalho na área e a vida foi correndo. Constituímos família e passamos a ter a grande responsabilidade dos boletos mensais, que nunca param de chegar, mesmo que hoje cheguem por email ou nem cheguem, porque estão em débito automático.

 

De repente, nos vemos com aquela falta de perspectiva. O que fazer quando isso acontece? Mudar de carreira? Largar tudo e ir para a praia vender sanduíche? Passa de tudo na nossa cabeça, não é mesmo? Mas não se desespere.. Vamos conversar!

 

Autoconhecimento

 

Antes de qualquer coisa, olhe para dentro e procure entender o que realmente está fazendo você se sentir assim. Tem que mergulhar fundo! Esquecer que tem contas para pagar para avaliar a própria carreira e o momento em que está. Primeiros pontos a considerar:

 

  • O que é que lhe move, o que é que faz você levantar todos os dias, como você gosta de sentir o seu trabalho? Desafios, segurança, autonomia, criatividade, crescimento pessoal, algum desses ou outros?
  • Quais são os seus valores, o que é que lhe guia e você não abre mão? Dinheiro, satisfação, liberdade, o que mais? Só você pode saber. Pense!
  • Que parte do seu trabalho lhe dá tanto gosto que, quando você está fazendo, nem lembra das horas? Pode ser analisar os resultados financeiros de uma transação, aconselhar um colega de equipe ou vender o seu produto a um cliente. Ou você já não gosta de nada?

 

Como parte desse processo de autoconhecimento, você pode usar o teste de Âncoras de Carreira, desenvolvido por Edgar Schein nos anos 70. Mesmo com todas as mudanças de lá pra cá, o princípio ainda é válido e ajuda a descobrir o que você precisa obter da sua vida profissional para se sentir bem.

 

Agora observe suas habilidades. O que você sabe e faz bem? Liste tudo o que você gosta de fazer e tem um bom resultado quando executa. Peça a pessoas da sua confiança, que lhe contem o que admiram em você, quais são suas principais qualidades. Fale com amigos e profissionais com quem você convive diariamente, e, se possível, peça a opinião de superiores também.

 

Avalie o que você listou, o que seus colegas e amigos dizem de você. Você tem usado seus pontos fortes? Seu trabalho atual exige de você desenvolver ainda mais as suas competências, ser cada vez melhor no que você já é bom? Você se atualiza constantemente com assuntos da sua área e também de outras? Ou o melhor de você está guardado para a próxima oportunidade?

 

Tendo explorado o seu potencial, olhe com cuidado para a situação que você tem hoje e para a empresa ou negócio do qual faz parte. Liste os pontos positivos e negativos e compare com seus valores e habilidades.

 

Seus valores estão alinhados com os da empresa? Se não estão, é hora de começar a planejar uma mudança. Se estão, passe às competências. O que você tem para oferecer se encaixa no que esta organização necessita? O que a empresa oferece, atende às suas necessidades? Será que você precisa desenvolver um pouco mais alguma habilidade para ser reconhecido? Ou estará acomodado porque o salário e os benefícios são bons?

 

Não é fácil seguir esse processo, pode ser dolorido, pode ser aflitivo, pode lhe dar a sensação de que vem fazendo tudo errado até agora. Porém, para sair da estagnação, só existe um caminho: MUDAR. E já que vai mexer, é bom que seja pensado para que o resultado seja realmente positivo. Você não vai querer trocar seis por meia dúzia, não é?

 

Planejamento

 

Se você chegou até aqui e já sabe se quer mudar de carreira, de função ou de empresa, é hora de explorar as possibilidades e planejar o que fazer.

 

Mais questões para você pensar:

 

  • Que oportunidades existem no mercado para um profissional como você? Suas habilidades podem ser importantes em várias áreas, até mesmo dentro da empresa onde você está. Portanto abra a mente para avaliar a aplicação dos seus conhecimentos e valores.
  • Que áreas de atuação você pode cobrir com suas competências e os seus gostos? Digamos que você seja um expert em investimentos. Você pode se colocar em um banco, em uma corretora ou qualquer tipo de empresa que queira um profissional especialista nesta área. A propósito, já sabe tudo sobre bitcoins?
  • Onde precisa se desenvolver mais para ser melhor conhecido e se diferenciar de outros profissionais do mesmo setor?
  • Qual futuro profissional você quer alcançar?

 

Sabendo onde quer chegar, seus pontos fortes e aqueles que precisa melhorar, aí sim é hora de começar a planejar.

 

Coloque no papel, Word, Excel, Evernote ou qualquer outro, seus objetivos, o que você quer atingir. Se for difícil pensar em dez anos, planeje para cinco. Que coisas terá que fazer para chegar nesse objetivo? Um curso ou vários, uma poupança, um trabalho voluntário, uma experiência no exterior, o que você conseguir vislumbrar hoje.

 

Divida em objetivos anuais, depois mensais, semanais até a sua agenda diária de compromissos e tarefas. E, para cada período de tempo, detalhe o que deverá executar para atingir as metas propostas.

 

Determine nesse ponto como vai medir o seu progresso, de forma que, se não estiver dando o resultado esperado, você terá a chance de mudar rapidamente o que está fazendo, e até buscar auxílio de outros profissionais.

 

Esse é um trabalho constante, que, se você não fez até hoje, tem que começar já.

 

Ter claro o que quer alcançar e qual a sua bagagem para isso é fundamental para que você construa seus planos de ação. A partir daí, é executar o que planejou e ir modificando os passos, se necessário, de acordo com os resultados que alcançar.

 

Cuidar da vida e da carreira de forma estratégica não é muito o perfil do brasileiro, mas, nesses tempos de mudanças em alta velocidade e muita incerteza, faz-se necessário começar a tomar mais controle daquilo que for possível controlar.

 

Se for complicado para fazer sozinho, procure um profissional de sua confiança, seja um Coach, um Consultor de Marca Pessoal, um especialista em Gestão de Carreira, para ajudá-lo a sair da inércia e encontrar o caminho do crescimento e da satisfação pessoal e profissional.

 

Esteja certo, você pode ir muito mais longe!

 

Se você leu até aqui, gostaria de falar mais sobre o assunto? Deixe nos comentários! Vou gostar de expandir a conversa!

 

Obrigada por ler o artigo e, se achar que ele pode ajudar a outras pessoas, por favor, compartilhe em suas redes!

 

Sou Estrategista em Imagem e Marca Pessoal, e o que mais gosto desse trabalho é impulsionar o crescimento das pessoas, contribuindo para que se sintam mais contentes com suas vidas.

 

Se quiser saber mais, entre em contato comigo.

 

Direitos autorais da imagem: Paxson Woelber via Visualhunt / CC BY

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