Você sabia que pode ser feliz com seu trabalho?

Eu digo que PODE. Eu sou feliz, logo você também pode ser, mesmo que você sinta hoje que o seu trabalho é um peso! Vamos ver?

 

Começo colando do Alexandre Pellaes – com a permissão dele, claro. Quando o vi escrever que trabalho é uma forma de amor, pensei que era exatamente no que eu acreditava mesmo! O Alexandre diz que “trabalho é a sua relação produtiva com o mundo”, o que significa que pode até não ser remunerado, ou como ele trouxe no TED-SP: “Trabalho é a manifestação da sua essência amorosa por meio da produção”. E se você gosta do que faz, você tem uma grande chance de ser feliz.

 

Sim, quando temos essa visão de que trabalhar é uma forma de oferecer o que somos, disponibilizar nossas habilidades e nosso conhecimento em prol de um bem comum e receber de volta outros aprendizados, já fica mais fácil ser feliz. Quando conseguimos combinar essa troca com remuneração e benefícios adequados (emprego, na definição do Alexandre), aí fica bom demais! Pense nisso!

 

Agora, vamos falar do amor no seu trabalho, esse que você escolheu realizar, de acordo com seus gostos, habilidades e as oportunidades que surgiram, para ganhar dinheiro e se sustentar.

 

Pode ser que você tenha pensado o seu trabalho como forma de contribuição para o mundo, mas, se você é das gerações nascidas no século passado, o mais provável é que você tenha escolhido a sua profissão com base no que você achava que gostaria de fazer, talvez até no que daria mais dinheiro para você realizar seus sonhos.

 

Você lembra do que lhe moveu lá atrás a decidir pelo que você está fazendo hoje?

 

Você mudou no caminho? Se for assim, você lembra o que lhe fez mudar?

 

Ou você não escolheu nada, simplesmente foi na onda do que apareceu?

 

Tem muita coisa que você pode fazer para ser feliz com seu trabalho e já chegaremos nelas, mas, antes de falar do que você tem hoje, lhe proponho uma reflexão sobre a última pergunta. Quando foi que você decidiu deixar o seu destino nas mãos das outras pessoas? Porque é isso que acontece se você não faz nada e somente toma o que aparece: seu destino está em mãos alheias, e aí você pode nunca chegar aonde quer. O que leva à seguinte pergunta: você sabe o que quer, onde quer chegar e quando?

 

Pense no que seria a felicidade para você. Seja o que for, a felicidade não é linear, não é uma constante e, como tudo na vida, muda a toda hora. Tem seus altos e baixos, suas idas e voltas. E depende da atitude que você tem em relação a cada fato que lhe ocorre.

 

Pode ser a soma dos momentos bons, que lhe dão energia e força para superar os não tão bons, a visão otimista, a certeza de que tudo passa, a capacidade de dar e receber. E o que isso tem a ver com saber o que quer e aonde quer chegar? Tem que, se você não sabe o que deseja alcançar, você vai por qualquer caminho, não toma as ações necessárias para atingir seus objetivos e pode até não se dar conta de quanta coisa boa lhe acontece. Se você não é feliz com o seu trabalho, sugiro começar por conhecer mais de você mesmo, suas motivações, seus sonhos, seus valores e o que você precisa fazer para viver de acordo com eles.

 

Se você lembra de quais foram os seus estímulos para estar onde se encontra hoje, vale recordar e analisar se aquela motivação ainda se encontra presente. O que é que lhe apaixona, o que você faz com tanto gosto que nem vê o tempo passar? Quanto do seu tempo trabalhando é ocupado nessas coisas que fazem brilhar seus olhos?

 

A culpa é do trânsito

 

Definitivamente, é difícil que um trabalho seja feito só das coisas legais a executar. Sempre existe alguma tarefa, alguma rotina que é chata. Mas, quando na maior parte do tempo estamos ocupados com coisas que nos enchem de satisfação, as que não correspondem a esse estado são cumpridas porque são necessárias. E pronto! Será que todos os chefs de cozinha amam descascar e picar legumes? Será que todo professor gosta de corrigir provas? Pode ser que não, mas eles tiram extrema gratificação ao ver seus pratos sendo apreciados e seus alunos aprendendo e crescendo!

 

Eu lhe convido a pensar no amor que você tem pelo que faz e no que é que não deixa você ser feliz com seu trabalho. Que ações você pode tomar para aumentar a sua satisfação?

 

Como exemplo muito simples, lhe conto de um amigo que adorava o que fazia, trabalhava numa boa empresa, os superiores e os colegas formavam um bom time, mas enfrentava duas horas para chegar lá todos os dias e estava super estressado com isso. Conseguiu negociar “home office” três vezes por semana e agora está contente. Não era o trabalho: era o trânsito!

 

Gostos podem mudar com o tempo

 

Um outro, depois de anos se desenvolvendo bem na área de Recursos Humanos, começou a ficar entediado. Decidiu então entrar em um processo de Gestão de Marca Pessoal. Ao iniciar, olhando para si mesmo (aquela fase do Autoconhecimento!), percebeu que o que realmente lhe movia era demonstrar aos gestores da empresa, os treinamentos para desenvolvimento dos colaboradores. Ele gostava mesmo era de vender e não de treinar. Aprofundou seus conhecimentos na área e pediu uma transferência para a área comercial. Ele era tão bom na venda interna, que lhe deram a oportunidade pedida. Ele agora está feliz e superprodutivo, trabalhando em Vendas!

 

E pode ser isso… você descobriu que já não gosta tanto do que faz!

 

Mas o que você gostaria de fazer? Se você já sabe, precisa sair da inércia e se mover na direção que deseja. Parar, criar a estratégia que o levará na direção certa – o preparo, principalmente o financeiro, é vital! – e começar a por seus planos em ação.

 

Se você não sabe, comece a experimentar fazer outras coisas nas horas vagas. Se considerar que é necessário, procure ajuda profissional. Pode ser um programa de Coaching, pode ser terapia, pode ser um Estrategista de Marca Pessoal. Só o fato de se colocar em movimento, já deve lhe tirar do estado de infelicidade, pois você começa a ver o que costumamos chamar de “luz no fim do túnel”.

 

Nesse ponto, eu repito a pergunta: sabia que você pode ser feliz com seu trabalho? E lhe resumo a minha receita:

 

  • Autoconhecimento: investigue a fundo, busque saber o que é a felicidade pra você, o que traz esse estado de alegria e satisfação e o que lhe rouba esses momentos. Que trabalho você ama ou iria amar, se estivesse nele?
  • Estratégia: planeje o que for preciso para encontrar a sua felicidade. Se sentir que não dá conta por si só, busque ajuda para encontrar a solução.
  • Execução: FAÇA, cumpra o planejado, peça ajuda se for muito pra fazer sozinho. MOVA-SE!

 

 

Experimente! Quando sua atitude for de fazer acontecer, as coisas começarão a mudar e você estará no passo certo. Com a confiança de que é possível, com certeza você vai chegar lá!

 

Se tiver perguntas ou comentários, por favor, não deixe de fazê-los! Vou adorar conversar sobre o assunto.

 

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Direitos autorais da imagem: 123RF Imagens

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